Eletrochoque: mentiras e verdades que você precisa saber

José Alexandre Crippa | Veja

Por Equipe Biomente
22/08/2017 · ECT

A eletroconvulsoterapia (ECT), antigamente conhecida como eletrochoque, é um tratamento clínico psiquiátrico que envolve a indução de uma crise convulsiva por meio de uma corrente elétrica. Embora outras formas de produção de convulsão tenham sido usadas no passado, em 1938 os neuropsiquiatras italianos Ugo Cerletti e Lucio Bini consolidaram a ideia de usar a eletricidade para estimular uma convulsão no tratamento de condições psiquiátricas.

A ECT foi usada inicialmente em quadros graves de esquizofrenia, sendo que mais tarde se mostrou extremamente útil no tratamento de transtornos afetivos, em especial na depressão. Porém, apesar de ser o tratamento biológico mais eficaz no tratamento da depressão, limitado ao uso em casos refratários aos medicamentos, com reconhecida segurança (ver abaixo), o seu uso na psiquiatria moderna permanece relativamente restrito, por diversas causas. A maioria pouco nobres.

Eletroconvulsoterapia e arte: baseado em fatos reais ou obra de ficção?

No imaginário popular, ECT é classicamente associada a tortura, dor e como uma forma desumana de castigo e punição. Esta perspectiva, em grande parte, foi moldada ao longo dos anos por meio de filmes, que provavelmente ajudaram a formar as opiniões de milhões de espectadores em relação a este procedimento.

Um recente artigo que revisou as cenas de ECT apresentadas em filmes e séries de TV desde 1948, concluiu que este procedimento é quase que unicamente retratado como uma metáfora para repressão, controle da mente e do comportamento e sem nenhum benefício terapêutico.

Continue lendo.

 

Fonte: Veja